Estar bem nutrido é proporcionar ao organismo o combustível necessário para garantir seu funcionamento, determinando melhor qualidade de vida, longevidade, prevenção de doenças.
Ah se fosse, na prática, tão simples quanto essa definição...
Muitos sentimentos são envolvidos no ato de se alimentar: tristeza, alegria, carinho, proteção, recompensa, raiva e, até culpa. Podemos, então, entender a dificuldade de se impor alguns limites na alimentação, principalmente quando o assunte é: filho/criança. Deixamos o emocional, quase sempre, prevalecer sobre o ideal, o racional.
Claro que, às vezes, associado à falta de informação sobre a importância de uma alimentação equilibrada, já iniciando desde o incentivo ao aleitamento materno, passando por todas as etapas de um crescimento saudável, principalmente na fase pré-escolar e escolar, onde as crianças convivem entre si fora do seu ambiente familiar e passam a consumir alimentos fora de casa, o alimento passa a ter uma representação social (o lanche da escola).
É onde os pais vão representar forte influência sobre o padrão alimentar das crianças. Nós, pais, somos responsáveis por uma oferta adequada. Nossas posturas alimentares representam associações com o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis. Devemos lembrar que é na infância que adquirimos os hábitos que, provavelmente, vão prevalecer pelo resto da vida.
A alimentação saudável e variada, mantida durante a infância, determina prevenção de doenças e manutenção da saúde.
Quando o assunte é cantina, a dificuldade é ainda maior, onde a oferta de alimentos não nutritivos é grande.
O apelo das propagandas é covardia, as crianças ficam hipnotizadas ao descobrir determinados produtos "coloridos", "saborosos", como formas e formatos atrativos, porém nada nutritivos e ainda lesivos à boa saúde.
Cabe aos pais, professores e diretores das escolas o incentivo a uma alimentação de qualidade, orientando as crianças, promovendo educação nutricional e introduzindo nas lancheiras e cantinas alimentos saborosos, atrativos e nutritivos.
Substituindo refrigerantes por sucos ou bebidas lácteas e/ou sucos à base de extratos ou fermentados de soja ou leite; frituras por assados; bolachas recheadas por simples; incentivando o consumo diário de frutas, cereais, pães integrais e reduzindo o excesso de doce e gorduras (principalmente do tipo hidrogenada vegetal= gordura trans, presente em salgadinhos, bolachas recheadas e outros).
Não devemos, por outro lado, deixar que o radicalismo tome conta, o importante é o bom censo, a manutenção de um hábito saudável diário nos permite também os excessos, pois se nosso organismo estiver "fortalecido", conseguiremos metabolizar o não nutritivo sem prejuízos, desde que não seja sempre.
O despertar da conscientização da necessidade de uma mudança alimentar nas crianças é mais do que claro. |